11/09/2019 às 07h07min - Atualizada em 11/09/2019 às 07h07min

Max Fonseca de Cajazeiras selecionado no Prêmio Pierre Verger de Fotografia

Fotografia, ilustração, pintura, grafite e vídeo. O multifacetado artista visual soteropolitano Max Fonseca (28) começou na arte através das palavras, aos 12 anos. Sua poesia tinha então em seus versos uma forma de criar imagens e guardar memórias. Para publicá-las, se juntou aos amigos e criou a revista literária Na Borda da Xícara. Em 2011, venceu o IV Prêmio Nacional Canon de Poesia. Nesta época já namorava a fotografia, com a qual teve contato na faculdade de jornalismo. A obra de Pierre Verger foi sua principal influência. Nascido e criado em Cajazeiras 11, é dali que vem a inspiração e o repertório para o seu trabalho, focado na cultura popular, com especial atenção à ancestralidade e ao universo simbólico das periferias. Entre 2013 e 2015, viveu em Luanda, Angola, onde trabalhou com marketing digital. O período serviu para reconhecer o potencial das linguagens do povo angolano e suas aproximações com a cultura brasileira. Morando na Suíça desde 2018, onde estuda Design Gráfico, realizou em março deste ano a exposição solo Ancestrali, que reuniu fotografias, ilustrações e pinturas, em Lugano, naquele país. Em outubro, Max estará de volta a Salvador para uma nova mostra de fotografias. Desta vez com a exposição fotográfica A Sobrevivência dos Vagalumes, uma série de registros feita com jovens de Cajazeiras. Como se não bastasse, acabou de ser selecionado para participar da exposição do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger na categoria Ancestralidade e Representação. A coletiva acontecerá de 8 de outubro a 24 de novembro, no Palacete das Artes. Para imprimir as imagens, Max está realizando uma campanha de financiamento colaborativo.
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