02/10/2019 às 10h44min - Atualizada em 02/10/2019 às 10h44min

Cardiologista do Prohope Dr. Marcílio fala sobre saúde cardiovascular

No último domingo, 29, foi lembrado o Dia Mundial do Coração. A data tem o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre a importância de manter hábitos saudáveis e preservar a saúde do coração. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas-OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares, a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, a situação não é diferente. A média anual chega a 350 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos - duas vezes mais que todas as mortes decorrentes de câncer e seis vezes mais que as provocadas por todas as infecções no país.

Embora as mulheres sejam afetadas mais tardiamente do que os homens, as cardiopatias atingem pessoas de ambos os gêneros, indistintamente. Os fatores de riscos são comuns a homens e mulheres — e ambos devem se preocupar com a prevenção. Um inimigo desse processo é que doenças como a hipertensão são silenciosas e exigem uma atenção especial para possíveis sintomas.

Cardiologista clínico e hemodinamicista no Hospital Prohope - no bairro de Cajazeiras 8, em Salvador -, Marcílio Batista, conta que o número de hipertensos no País gira em torno de 20 a 25%, e, deste número, pelo menos metade não sabe que é hipertensa.

“A hipertensão não tem sintomas, é uma doença completamente silenciosa e que você só descobre ela quando vai aferir a pressão em algum lugar. Algumas pessoas acabam descobrindo isso quando tem algum sintoma inespecífico, como uma dor de cabeça, uma dor na nuca, que aparece e você afere a pressão e descobre que está alta”.

Quase dois terços das mulheres (64%) que morrem repentinamente de doença coronariana não apresentavam sintomas prévios. Isso significa que mesmo que alguém não apresente sintomas, ainda há o risco de doença cardíaca. Os fatores de risco incluem diabetes, sobrepeso e obesidade, dieta pobre em fibras, inatividade física e uso excessivo de álcool.
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