22/10/2019 às 13h56min - Atualizada em 22/10/2019 às 13h56min

Empreendedora de Cajazeiras utiliza estação do metrô para entrega de produtos

“Entrego em estações do metrô”. Esta é uma das frases mais vistas em anúncios publicados em perfis de redes sociais ultimamente. Gente que comercializa tudo quanto é tipo de produto – por meio de WhatsApp, Facebook, Instagram – e depois combina de entregar a mercadoria nesses locais. De roupa infantil a copos e canecas personalizados, passando por eletroeletrônicos, artesanato, até prataria.

Mas o “movimento” deve ser rápido, discreto. Às vezes, com cada um de um lado da catraca – que é para alguém não pagar a passagem; em outras, o ponto de encontro escolhido é a passarela de acesso. Tudo isso porque não é permitido nenhum tipo de comércio nas dependências do sistema metroviário. Segundo os personagens desta reportagem, a escolha do lugar se dá pela “segurança” (do espaço) e a “economia do frete”.

Conhecidos também como “vendedores da web”, o grupo, segundo os especialistas, integra o chamado “varejo digital”, que, de acordo com levantamento do Ebit/Nielsen, deve crescer 15% em 2019 em relação ao ano anterior. Ainda segundo o estudo, o faturamento do setor saltou de R$ 18 bilhões em 2011 para R$ 53 bi em 2018. A participação do comércio eletrônico em todo o varejo brasileiro, contudo, ainda gira em torno de 3%, 4%.

Depois de trabalhar em uma loja (quiosque) de moda infantil em um shopping da capital, a moradora de Cajazeiras Analine Batista, 33 anos, há três decidiu que era hora de empreender. Encomendou seu primeiro lote de 100 peças para bebê, até o tamanho 16, e passou a divulgar entre vizinhos, amigos e grupos de aplicativo de celular. Logo teve a ideia de marcar a entrega em uma estação de metrô.

Dizendo-se uma das pioneiras na “estratégia”, ela conta que às vezes é preciso “driblar” a atenção dos seguranças, que “não querem que a gente venda, pegam no pé”. “Também costumo combinar (de entregar o produto) em shopping. É melhor porque é um local mais seguro, com a circulação de pessoas”, fala Analine.
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